Feeds:
Posts
Comentários

três

20131124-011848.jpg

– Beatrice, são três horas da manhã.
– E você tava transando?
– O quê? Não, eu…
Ela não quis! Quem sabe de manhã!
-Pedro! Cala a boca!
– Então você voltou mesmo com o Pedro?
– Quê? Olha…
Voltou sim! Se bem que o sexo anda meio escasso…
-Pedro! Cala. A. Boca.
-Hahaha, eu tinha esquecido como vocês dois são divertidos… E idiotas.
Ela disse “idiotas”?
– O que você quer, Beatrice?
– Então, esse é o problema. Eu acho que estou maluca!
– E qual é a novidade?
– Ah, cala a boca. Cala a boca e escuta, pq fui eu quem liguei e quem liga é que fala.
– Sua mãe te ensinou isso?
– Júlia. É sério. Eu acho que estou apaixonada.
-… Ok.
-… Pelo meu melhor amigo!
-… Ok.
Ela tá apaixonada pela melhor amiga? Mas essa não é você? Mas isso… Opa, tô vendo acontecer.
– Ele não falou isso, Ju.
– Falou. E eu vou terminar com ele assim que você desligar. Mas fala.
– Apaixonada. Pelo meu melhor amigo.
– Aquele que mora em outro estado?
-É?
– E desde quando?
– Não sei. Desde hoje. Ou de repente às um tempo. É como se fosse sempre o óbvio e eu nunca vi. O que me faz o maior clichê do universo, e eu sempre ri dessas coisas achando o maior absurdo.
-… Ok. Eu acho.
-… E aí?
-E aí?
– Ai, você com o Pedro aí não tá legal. Termina de novo e me avisa que eu te ligo e conto tudo. Ou melhor. Espera ele dormir.
-Ok.
Ela vai desligar assim? Mas não falou nada.
– Cala a boca, Pedro.
Vocês vão falar tudo mesmo quando eu estiver dormindo?
– Ju, mais tarde. Beijo. Por favor atende!
-Tá, mas eu queria dormir.
-Cala a boca. Beijo.
Ela mandou você calar a boca?
-Pedro…
Hm?
-Vai dormir.

(eu não me responsabilizo por esse. não era nada disso, mas eles não calaram a boca. acho que estavam com saudade. e eu só pude colocar uma foto ridiculinha. TO BE CONTINUED.)

Anúncios

epifania de araque

20131123-194021.jpg

– Mas pra que cé tá tirando foto disso, cara?
– Porque eu quero, ué.
– Ok.
-…
-…
– Não é pra ostentar nem nada. Quase ninguém vê meu instagram mesmo.
– Hm.
– É só que… Eu até quero que vejam, mas…
– … Tô esperando.
-… Eu tiro fotos pra que as coisas durem mais um pouco.
– Ah…
-…
– Que coisa brega vinda de você, Júlia.
– Ah, vai a merda.

Sorriso.

A pausa

20131103-154851.jpg

(pra Carol ler e ouvir)

Entrei no apartamento com a chave que ele me deu e a primeira coisa que procurei foi a tal secretaria eletrônica. É claro que ele me contou sobre ela com um misto de riso e apreensão, pedindo pra que eu não ouvisse as mensagens quando era o que mais queria.
Ele sabia que eu ouviria e por isso contou. Teve lá um certa exitacao, assim como eu, que tive medo de sentir vergonha dele e daqueles jogos que estavam a cada dia mais comuns e estranhos, naquele novo “relacionamento engraçado”. Cansava muitas vezes, mas estávamos ali.
A ideia surgiu porque andava muito agitado e queria falar, mas não sabia exatamente pra quem, o que eu entendia bem demais. Lembrou daquela cena em Manhattan com o Woody Allen falando pra um gravador e quis fazer mesmo. Poderia ter usado o celular, mas lembrou da velha secretaria eletrônica da mãe e foi o que usou. Talvez por ter se conectado com o ridículo que sentia quando era obrigado a gravar aquelas mensagens pra quem ligasse nas piores horas.
Fui logo ouvir e só havia 3 mensagens. Duas eram dele, e a terceira minha. Quase esperei por outras, das garotas com quem ele dormia na nossa pausa, mas não foi dessa vez.

Bip.

– A coisa é que continuo lembrando todos os dias daquela vez em que eu estava na cama e me veio uma ideia de que aquilo era um sonho, e na verdade eu era muito mais velho. Eu tava sonhando comigo mesmo, mais novo, deitado e pensando naquilo. Na época eu não sabia nada sobre Nietzsche. Não que eu saiba muito agora, mas tem algumas coisas voltando, como esse episódio, a ideia de ficar livre com a vontades momentâneas de voltar pra ela, como sempre. Parece. E aí do nada penso na teoria do eterno retorno e… Sei lá… Não sei fazer essa porra, cara.

Bip.

– Ok… Já é outro dia e a amiga da Renata, do nada, virou pra mim quando voltamos de um saída pra contar que sonhava em ser agarrada ou algo assim pelo pai. Só que não era exatamente ela é muito menos o próprio pai. Uma fantasia só. E ela se sentia péssima, mas queria falar e era comigo. Então eu respondi que era uma fantasia, então podia tudo. Mas na hora eu não quis mais estar ali com ela e sim com a Júlia, que tantas vezes passava por situações assim, com aquela cara de que pode escutar todo pro resto do mundo, não que eu ache bem isso… Mas eu fiquei excitado e queria a Júlia ali, ouvindo aquilo também pra poder ver como reagiria.

Bip.

-Pedro…

Era a minha voz, deixando uma mensagem como ele pediu. Só o nome. Porque não deu pra dizer mais nada… E o que a gente tá fazendo?

Expectativa é…

 

– … É um cu.

-Opa! O quê?

-Expectativa… É um cu.

-Ah. Verdade.

– Um cu.

-Às vezes é bonito, mas um cu.

– Um grande cu.

– E… Deixa pra lá.

-É, acho bom.

– Hm.

– … Ai, que cu!

-… Com acento ou sem acento?

– Ah, Pedro. Vai pra…

 

Mi+ mi + mi = o quê?

 

Querido,

eu acho que gosto. Really. Só que, como com todos os outros, desconfio que você não é pra mim. Talvez não seja por não querer, por não poder, não ser… Quem sabe?
E aí eu me pego naquela dúvida… Será que sou muito exigente? Estou querendo demais?
Quando eu paro pra pensar, acho que não. Pq eu não estou pedindo pra você ser bonito, rico, me mandar um buquê de flores X ou viajar comigo para o lugar Y (embora, né… Tamozaê). Eu quero coisas simples. Ou que deveriam ser.
(e que palavra estranha essa… simples. O que é simples?)
Que você se mostre interessado nas coisas que eu digo… Não que precise decorar tudo, mas que tente ouvir o máximo que puder e se interessar pelo menos em mostrar que está ali. Não precisa amar tudo que eu amo, mas mostrando que está interessado em ouvir, em dar uma oportunidade, um pouco do seu tempo, já mostra que há amor . Seja lá qual o tamanho e documento.
Que haja reciprocidade. Eu procuro e você procura e eu compartilho e você também e eu te uso e você me usa então tira a minha blusa… Opa. Não. Essa parte é um funk.(Mas pode ser também).
.
.
.
Enfim. Essas coisas que fazem a gente se sentir especial e duvidar de Donnie Darko, mesmo que não seja verdade. Sim, nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Só que… É tão bom quando sentimos diferente.
Acho que falta um você que me diga “vem, vale a pena”. E não precisa ser com palavras.
Vocês homens dizem que nós somos difíceis de ser conquistadas mas não é bem assim. Somos fáceis. Se vamos amar já é outra história.

E eu podia escrever mais e mais e… Chega. É isso. Por hoje.
Vou sentar aqui e continuar. Provavelmente sozinha, como sempre. E pra sempre. E isso não é o fim do mundo. Só triste, às vezes. Mas ainda espero por quem faça isso tudo ou pelo nada. E é pedir tanto assim?
Um abraço.

 

p.s: e eu só queria parar de pensar no amor. mas quando a gente não tem, parece a úncia coisa que importa. que tá em tudo. escapismo, né? homens são assim também ou é só um lobotomia feminina?  Ah… esquece.

 

B.

Real or not real?

 

– Ai, Júlia! Para!

– Mas porque você não pode me dar a mão?

-Porque eu não gosto de ficar de mão dada… E tá calor!

-…. Tá bom.

xxxxxxxx

– Ai, Pedro! Para!

-Mas porque você não pode me dar a mão?

– Porque eu não gosto de ficar de mão dada… E tá calor!

-… Tá bom.

xxxxxxxxx

– Pedro, você me ama?

-Não.

-…

xxxxxxxxxx

– Ju, você me ama hoje?

– Um pouco.

-….

xxxxxxxxx

– Pedro, cê me ama hoje?

-… Mais ou menos.

xxxxxx

– Ju, cê me ama? Hoje?

-Amo. Muito.

xxxxxx

– Ai, pq você fica perguntando isso?

-Pq eu queria ouvir.

xxxxxxxxxx

– O que houve agora?

– Nada… Só tô reparando como recebo pouco elogio de gente que tá sempre perto. E de como o “Amo você” que sempre recebo de uma pessoa não importa tanto quanto aquele que eu tenho que perguntar todos os dias.

– … De quem você tá falando?

-Esquece. Apaga.

xxxxxxxxxxxxx

I know, s(he) knows

that i´m not found of asking

true or false?

 

 

ps: escrevendo num laptop cok metade da tela quebrada, então fica difícil corrigir os porquês e os demais erros.

ps1: for Peeta

 

Chama insegurança isso daê

-Minha cabeça dói.

-Ressaca?

-Não, né. Não bebi ontem. Diferente de você.

-Ah, toma remédio.

– Não é isso. Tive uma ideia.

-Quê?

-Tive uma ideia.

-Isso eu entendi. Mas e daí?

– Não sei…

– O quê?

– Sei lá… é que eu nunca sei se é brilhante mesmo ou se tô só viajando. As coisas parecem tão mais fáceis pra outras pessoas.

– Mas o quê é que…

– Não sei, sabe? Tipo… Não sei dar continuidade. Planejar. Quais os passos? Como não largar no caminho? Em um momento eu me sinto a pessoa mais foda e daí nem o céu tem limites e de repente PUFT!

-Puft?

-É. PUFT! Tudo parece uma grande besteira e nada mais faz sentido e eu sinto uma vergonha e parece que quando eu abro a boca é a coisa mais ridícula  do mundo. Entede?

– Puft?

– É. Assim. Do nada. É tudo tão rápido… E eu me sinto pequena e sei lá… Pq o mundo não para um pouquinho?

-…

-Tá entendendo?

-Não. Parei no Puft.

-Ai, NINGUÉM ENTENDE. EU TÔ PERDIDA.

-Ah, tá. Mas p…

-NÃO SEI. SEI LÁ! NÃO CONSIGO. EU QUERO, NÃO QUERO, TÔ COM MEDO. TÔ CONFUSA. QUERO A MINHA MÃE. O QUE TÁ ACONTECENDO COMIGO???

– Chama insegurança isso aí.

– Quê? Insegurança? Mas… eunãoseiquevergonhaaiquerosumirporfavorfingequeeunãofaleinadae… Aaaah! Não eu to entendendo mais. O que eu faço?

– Duas palavras pra você.

– Ok.

– Respira.

– Ok.

-E..

-O quê?

-E..

– O quê???

-Sexo?

-PEDRO!

-Tá, tá. Então que tal um… Lexotan?

Pro @alessandrofomm